"Pequena Abelha" por Chris Cleave - A resenha


Pequena Abelha
Chris Cleave
Editora Intrínseca
272 páginas
ISBN
: 9788598078939

Um pouco sobre o livro:
Não queremos lhe contar O QUE ACONTECE nesse livro.
É realmente uma HISTÓRIA ESPECIAL, e não queremos estragá-la.
AINDA ASSIM, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte:
Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa...

Resenha
O que torna este livro tão envolvente é a narrativa e o ritmo do desenrolar da história. Logo no início, percebemos um mistério, relativo a um momento na vida de duas mulheres que alterou seus mundos irreversivelmente; um momento marcado por decisões, que faz com que pensemos quais escolhas faríamos.

Os personagens são retratados com realismo, são atingidos por injustiças mundanas, contudo também cometem erros, possuem imperfeições e, talvez o mais importante, percebem que são assim. Não é um livro romântico, por isso muitos provavelmente não se interessarão. Peço que não esperem um conto de fadas, muito menos príncipes encantados. O livro é forte, sincero, inteligente e sentimentalista. Sei que parece estranho adquirir um livro sem saber praticamente nada do que acontece nele, mas é isso que o autor pede. E, de fato, é isto que torna a narrativa tão encantadora.

Já no começo, apaixonei-me pelo livro, principalmente pelo modo de ver o mundo de uma das duas narradoras-personagens. A primeira frase do livro e também desta narradora é:
"Eu preferia ser uma libra esterlina do que uma menina nigeriana. Se eu fosse uma libra esterlina todo mundo ficaria feliz ao me ver".

É um livro comovente e realmente muito bem escrito. Algumas partes do livro me deixaram um pouco chocada outras colocaram um sorriso no meu rosto. Um livro praticamente perfeito, no o meu ponto de vista, e que demorou a sair da minha mente. Recomendo.

“Existem coisas que os homens podem lhe fazer nesta vida, eu lhe garanto, que seria muito melhor se você se matasse antes.”
“Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: ‘Eu sobrevivi. ’”


"Capitães da Areia" por Jorge Amado - A resenha


Capitães da Areia
Jorge Amado
Editora Record
256 páginas
ISBN
: 9788501005304

Um pouco sobre o livro:
A história dos meninos de rua, que povoam e dominam a capital da Bahia, inspirou Jorge Amado no seu sexto romance. Quando foi publicado, em 1937, 800 exemplares do livro foram queimados em praça pública por incitação ao comunismo. Hoje é um clássico.

Resenha
Os “Capitães da Areia” são crianças abandonadas, órfãs, ou que fugiram dos maus-tratos que utilizam o roubo como forma de sobrevivência. Poucas pessoas tem contato com estes meninos, o Padre José Pedro, a mãe de santo Don’Aninha, dentre outros. A população os vê como criminosos e os temem. O livro apresenta, sobretudo, muitas críticas e denúncias. As autoridades e o clero são apresentados como opressores. O reformatório é um grande exemplo de crueldade, sendo para lá que a polícia os encaminha. Apesar de viverem e se comportarem como adultos, o livro enfatiza o fato de eles serem ainda crianças. Furtam, brigam nas ruas, enganam, dormem com prostitutas e chegavam a ferir pessoas. Mas, tomam conta um do outro como irmãos. São apenas garotos desprovidos de carinho e boas condições de vida. Não tiveram escolha senão ingressar precocemente no mundo do roubo.

Embora seja um dos clássicos nacionais, é extremamente fácil de ler. Os Capitães da Areia tem uma linguagem de rua, mas nem isto dificulta o entendimento. As críticas de Jorge Amado são claras e fundamentadas. O autor faz com que as crianças pareçam heróis, cada um não lutando apenas pela sua própria sobrevivência, se preocupando com o próximo e trabalhando em equipe. Além de respeitarem o folclore e a religião, mesmo que nem todos tenham a mesma crença.

Cinema, o bom cinema

Eu poderia comentar sobre filmes clichês como "Crepúsculo", Obras de Nicholas Spark ou 500 Dias Com Ela, mas eu estou aqui para falar do bom e inocente cinema.
Enfim, eu assisti ao filme brasileiro "Apenas o Fim", eu gostei muito do filme, achei muito legal e fiquei surpreso ao descobrir que ele fora produzido por estudantes da PUC-RJ, eu pensei "Meu santo bebê Jesus, porque o cinema brasileiro não é todo assim..."
Voltando...
Mas Marcos, o que levou você, um autor de um blog literário querer comentar sobre cinema? Uma das coisas que me fez gostar desse filme é o diálogo. As conversas são bem articuladas e não são nada apelativo do tipo "A alça do meu sutiã caiu, vamos ali!", "Mina, tô com drogas aqui, foram essas que vendi para comprar esse colar que tu tas usando", são falas cotidianas que teem algo que te levam a seguir o rumo do filme. E é neste ponto que me lembrei de algo que sempre acabamos esquecendo, em algum momento esses filmes foram livros. Aquele que primeiro é literatura, que encanta apenas ao autor, depois vai à tela para encantar a vários. Essas é uma das grandes vantagens do cinema. Em um livro, o autor pode te dar os personagens, os cenários, as situações e as emoções, mas no cinema ele tem a grande possibilidade de mostrar para você "como ele leria esta história". Essa é a magia do cinema. Bons escritores conseguem não somente criar novas histórias, mas também articulá-las para criar o seu campo de distorção da realidade e fazer-te imergir neles.
Essa coisa toda me fez querer experimentar um pouco mais do cinema independente, estes filmes escritos pelo amor de alguém à profissão não esses encomendados para venderem ingressos vangloriando um zero à esquerda (*cof* Heleno *cof*), é nesse ponto que se pode encontrar os livros e os filmes, quando teem uma verdadeira história para te contar, um verdadeiro sentimento do autor para ser compartilhado.
A arte é em primeiro lugar uma forma de expressão.

A nova geração e os livros clássicos

A leitura de clássicos está se tornando incomum entre os adolescentes, e quase inexistente entre as crianças. Com as novas tecnologias como os tablets e e-readers as coisas parecem se dificultar mais ainda. Os jovens do século 21 são ecléticos. Torna-se impossível ler um bom clássico quando você pode adquirir em questões de segundos um livro mais interessante para este leitor em individual.
As grandes empresas no mundo dos livros eletrônicos como a Submarino e a Amazon disponibilizam os bons clássicos gratuitamente graças ao domínio público, mas ainda assim, estes livros são escassamente procurados nestes serviços.
As crianças de hoje em dia procuram por um conteúdo mais relacionado com o seu momento. Alguns hipsters leitores de clássicos afirmam que a geração atual é totalmente corrompida pelo fato de ignorarem a maravilhosa prosa de autores como Lewis Carroll ou Monteiro Lobato. Eu sou apaixonado por clássicos, principalmente os europeus, mas ainda 
assim sou bastante parcial.
A pergunta mais ignorante feita por esses é: Porque que as crianças de hoje não leem clássicos como antigamente? Eu não sei se vocês devem ter percebidos, mas talvez na época da minha avó ou avô, esses autores eram atuais para eles. Eu nem vou falar mais nada.
E um ponto importante é que não há nada de errado com o que acontece. As crianças hoje são capazes de procurarem por conteúdo que esteja relacionado com seus gostos. Elas já adquirem personalidade independente mais cedo do que há três ou quatro gerações atrás. Isso acontece porque uma cultura foi criada para a criança e o adolescente, algo que não existia no começo do século 19. As crianças usavam roupas de adultos diminutas, a escola era apenas uma instituição de ensino, e seus passatempos era ler clássicos e mistérios que não foram primordialmente criados para este público, mas foram adaptados mais tarde. A adolescência não existia, nesta idade procurava-se independência. Terminavam os estudos mais cedo, iam para faculdades (ou iam trabalhar para os negócios dos seus pais), arrumavam seus casamentos e aos 24 suas vidas já chegavam aquele nível conformado.
A cultura infanto-juvenil na minha opinião começa na literatura. O primeiro livro infanto-juvenil foi lançado em 1744 na Inglaterra "A Little Pretty Pocket-book: Intended for the Instruction and Amusement of Little Master Tommy, and Pretty Miss Polly", claro que a partir daqui foram publicados livros infantis em massa, mas a cultura começa a nascer.
As crianças atualmente teem uma cultura feita para elas, bastam a elas irem à uma livraria ou ligarem seus leitores e devorarem o livro que mais os interessa. Uma coisa que muitos professores me irritavam quando mais novo era que não se podia ler Harry Potter no colégio, além do fato de HP ser proíbido na época (estudo num colégio presbítero e afirmava que o livro era demoníaco) tínhamos que ler Ariano Suassuna e Lobato, o primeiro cuja literatura me irrita e o segundo quem eu fui aprender a adorar mais tarde.

Com o tempo eles conheceram os clássicos, mas primeiro não os assustem, apenas entregue-os as asas.

"O Palácio de Inverno" por John Boyne - A resenha


O Palácio de Inverno
John Boyne
Editora Companhia das Letras
456 páginas
ISBN
: 9788535917109 

Um pouco sobre o livro:
Na primeira vez em que alterou o curso da história, em 1915, o então jovem camponês russo Geórgui Jachmenev conseguiu impedir um atentado à vida do grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar. Esse involuntário ato de bravura acaba por assegurar a Geórgui um lugar de honra na corte de Nicolau II, que o nomeia guarda-costas pessoal de seu filho, o também adolescente Alexei Romanov. 
Em 1981, agora cidadão britânico e funcionário aposentado da biblioteca do Museu Britânico, o octogenário Jachmenev, enquanto vela pela saúde da esposa Zoia, que vive os últimos estágios de um câncer devastador, deixa a memória flutuar, recordando aleatoriamente os fatos de sua vida, grande parte deles ligados diretamente a eventos históricos que transformaram o século XX. Rasputin, Winston Churchill, um amigo de Charles Chaplin, o último czar russo e outros personagens históricos de vulto misturam-se às pessoas comuns do imaginário de Jachmenev, à medida que sua memória vai aproximando os dois momentos mais importantes de sua vida, aquele em que conquistou o amor de sua vida e aquele em que está prestes a perdê-lo de forma definitiva.

Resenha
Uma coisa que sempre me chama atenção nos livros de Boyne é a narrativa coerente com a idade do personagem e o uso de fatos históricos em sua trama. Em O Menino Do Pijama Listrado, a história é apresentada do ponto de vista do garoto de 8 anos, com toda a sua inocência. Já no Palácio De Inverno, a narrativa é alternada entre dois estágios da vida do protagonista, Geórgui Jachmenev. O início do livro o mostra já em idade avançada, prestes a perder Zoia, sua esposa. Sua narrativa demonstra sabedoria e reflexão. Pouco depois o vemos mais novo, um adolescente russo comum cujas ações lhe colocaram no meio da vida do último czar da Rússia. O autor moldou a sua história com fatos reais, misturando a realidade com a ficção, de tal forma que chega a confundir onde começa e termina suas invenções. A realidade se encaixa de tal jeito a sua história, que cheguei a pesquisar sobre o czar Nicolau II e sua família. 

O garoto Géorgui observa de perto a revolução russa. Enquanto muitos vêem o czar como inimigo, o nosso personagem não o julga. Mas, apaixona-se pela filha do czar, Anastácia, e podemos ver nesta a fidelidade ao pai e o sofrimento de sua família. Como nos seus outros livros, Boyne não expõe alguém como culpado, ao invés disso, apresenta o outro lado da história e nos deixa com nossas conclusões. Estudando a história russa, vemos como o governo dos czares explorava a população. No “Palácio de Inverno” percebemos outro ponto de vista. Neste, personagens históricos mostram-se humanos, com suas próprias qualidades e defeitos. 

A narrativa alternada apresenta alguns mistérios, que instigam a leitura. Mas todos são revelados, sem deixar dúvidas ao leitor. É possível deduzir um tanto destes mistérios, mas o desenrolar da história é tão fascinante que isto não desanima. O livro também apresenta uma pitada de romance, não daquele meloso, mas do tipo que faz Geórgui arriscar-se para salvar a amada, que mesmo não sendo perfeita, é idolatrada por ele. Zoia é uma mulher perturbada pelos acontecimentos do seu passado. 

É um livro complexo, com uma história envolvente, muito bem elaborada. Imagino que muitos queiram ler este livro por conhecerem o sucesso do autor com O Menino do Pijama Listrado. Contudo ambos diferem-se bastante. O Palácio de Inverno não tem tanta popularidade, mas creio que a mereça, pois é visível ser fruto de muito estudo e preparação do autor. O livro de grande sucesso de Boyne é simples, inocente e direto. Enquanto no outro não encontramos estas características, apesar de ambos serem profundos, cativantes e um tanto quanto perturbadores em aspectos distintos. O Palácio de Inverno é para aqueles que gostam de romances históricos e estes provavelmente não se decepcionarão.

Nova resenhista

Olá,
Meu nome é Munyque Mittelmann, sou perdidamente apaixonada por livros e, por este motivo, vou colaborar com resenhas neste blog. Não tenho muito a dizer sobre mim. Sou catarinense, gosto de rock/metal, não consigo ficar muito tempo sem ler e tenho a impressão de que realmente não sei me apresentar. =)
Enfim, não necessariamente espero que gostem de mim (aliás, não seria nada mal se gostassem), mas que gostem do que escrevo, que é pra isso que estou aqui.
Resenhas em breve.
Até mais,
 Munyque

Sendo leigo aprendendo Francês

Olá leitores.
Eu estou sem conteúdo literário até porque comecei a ler hoje! Então só daqui a um tempinho deve sair algumas resenhas para vocês, nem que seja destes livros chatos de vestibular.
Então, como muitos sabem eu sou bilíngue, minha segunda língua é Inglês. Desde que adquiri fluência eu me acomodei ao simples fato de aumentar meu vocabulário com palavras super difíceis para minha redação para o ECCE, FCE, TOEFL e etc, "li meus bom livros" e planejo meu intercâmbio para UK no ano que vem com meu irmão, se tudo der certo e se Deus quiser.
Mas aí que eu me vi nesta situação. Eu não tinha mais grandes desafios. Então eu decidi de perder o medo e encarar outra. Decidi escolher o bom francês. Neste ano não tenho tempo para entrar em outro curso, mas quando eu sentar minha bunda numa cadeira da UPE eu me matriculo num bom intensivo.
França e Québec (Canadá Francês)
O francês não tão falado quanto o português. Acreditem, eu também não sabia, mas há mais pessoas lusófonas que o clássico francês. Ambas minhas avós e a minha mãe tiveram as aulas de francês em sua juventude, assim como hoje muito de nós estudamos Inglês no colégio.
Para começar eu fui atrás do livro "Francês para Leigos". Parece mais um daqueles livros idiotas que não vão te ajudar em nada. Mas eu pouco menos que uma semana eu aprendi tanto que fiquei assustado, já consigo formar frases como "Mon père est très grand" ou "Cette petite fille a sept ans et elle est honteuse" ou conjugar os verbos être, avoir, venir e os regulares no presente. A grande chave é ter um bom método de aula.
Aprender sozinho não é nada fácil, aliás é quase impossível. O mais recomendado é que você tenha alguém que te auxilie, pois você tem que saber pronunciar e praticar é claro. A grande dica é a rede social de línguas Busuu.com. Não só para os interessados em francês, mas também para várias outras línguas. Aqui o que há é a mutualidade, você como brasileiro ou português ajuda outras pessoas que estão aprendendo português, e as pessoas que falam francês também te ajudam. E o Busuu é bem conceituado, apesar de ter uma área premium você também usufrui muito como usuário gratuito.
E não deixe de imergir na cultura da língua que aprendes. Como dita o método de Berlitz, escutar conversas entre nativos ajudam muito, por isso o livro "Francês para Leigos" vem me ajudado muito.

Lembre-se. No mundo de hoje falar mais outra língua não só te trará o prazer do conhecimento, como também o tornará multicultural e aumentará sua capacidade de racicínio.

Deixa de chorar e vamos voltar!

Olá queridos leitores, ou pelo menos os que sobraram.
É o meu primeiro post desde que me tornei veterano do terceiro ano, eu entrei em um conflito muito escroto pois não conseguia decidir a minha carreira, mas eu finalmente mantive meu foco, quero ser engenheiro da computação!
Realmente foi difícil mas eu me decidi.
Muita coisa aconteceu na minha vida desde que este ano começou de verdade para mim, eu vou fazer um resumo rápido.
Muita coisa no meu colégio mudou, eu estudo lá desde 1999 e nunca algo parecido assim havia acontecido eu fiquei bastante assustado. Eu estava decidido a seguir a carreira de advogado, mas eu percebi que talvez eu estivesse prestes a cometer o maior erro da minha vida que só iria descobrir aos meus 25 anos de idade. Eu fiquei frustado porque não conseguia terminar a leitura de nenhum livro, então eu resolvi bani-los dos meus horários de uma vez por todas para que eu pudesse me dedicar aos estudos; acontece que enrolei demais e fiquei muito preguiçoso neste primeiro momento do ano. 
Eu fiquei muito frustado e perdido quando minha avó paterna morreu no dia primeiro de março, tive que ir ao Rio as pressas, me despedi da minha avó e tivemos que arrumar a casa dela pois não dava mais para manter. Momentos felizes da minha infância e minhas boas férias de verão foram marcadas por aquela vila pacata no Méier. Eu fechei um grande capítulo da minha vida. Ela me amou muito. Eu sei que ela me amou muito, e é nesse pensamento que apesar de estar chorando ao escrever isso que eu seguirei em frente. Nunca esquecerei dos meus avós. Nunca.
Comecei a aprender francês sozinho, faço um post sobre isso depois. Agora procuro uma dança para a despedida da minha sala na abertura dos nossos jogos internos, como é tradição.
Pois é, foi isso que aconteceu. Eu espero que vocês me desculpem por ter abandonado tudo assim, mas nós iremos recomeçar!!!

"A Bandeja - Qual Pecado Te Seduz?" por Lycia Barros - A resenha

A Bandeja - Qual Pecado Te Seduz?
Lycia Barros
Editora Danprewan
251 páginas
ISBN: 9788577670246

Um pouco sobre o livro
A bandeja conta a história de Angelina, jovem de 19 anos, que ao entrar para a universidade, inicia um apaixonado envolvimento amoroso com um de seus professores, Alderico - mais conhecido por Rico. Por conta de toda a avassaladora e descontrolada paixão que envolve esse relacionamento, Angelina começa a viver somente para Rico, colocando seus estudos, seus amigos, sua família, sua religião e até mesmo a si própria em segundo plano.
Angelina é evangélica por tradição familiar e não exatamente por convicção religiosa. Porém, inesperadamente, tem um estranho sonho, cujas revelações possuem um forte e marcante significado, que ela somente conseguirá compreenderá mais tarde. Quando a grande verdade é revelada para Angelina no momento certo, ela finalmente compreende o que significa o amor de Deus em sua vida.

Resenha
O livro narra a história de Angelina e sobre a emoção que é o ingresso na universidade. Com apenas 19 anos, Angelina está ao passo do que podemos chamar de responsabilidade para vida. Diferentemente da vida que ela costuma levar, nesse lugar tudo é muito agitado e vai de encontro aos valores da personagem.
Achei muito interessante o fato de o livro retratar uma realidade da vida de universitários. Apesar das responsabilidades dessa fase de vida, é bom ver que ainda tem pessoas que não valorizam tanto essa oportunidade. O livro também mostra as festinhas da turma de faculdade e o consumo de drogas presente nesses ambientes. Outro ponto alto do livro foi mostrar um relacionamento entre professor e aluno, que ao contrário do que se pensa, é comum sim.
O que tornou a trama mais interessante para mim foi a ligação do nome do livro com a historia. Os sete pecados serão expostos em sonhos e que mostrarão o que pode acontecer e nos leva a refletir sobre nossas atitudes.
Para um primeiro livro da autora, achei com muito potencial, pois além de trazer conhecimento, reflete uma realidade muitas vezes ignorada pelas pessoas. E é isso que os livros tem que proporcionar: Cultura e Conhecimento.

NOTA: A autora Lycia Barros tinha seus livros publicados pela editora Danprewan. Agora, seus livros serão publicados pela NOVO SÉCULO, parceira aqui do blog. Seus próximo livro será A Garota Do Outro Lado da Rua. O mesmo já se encontra em fase de finalização e já tem sua capa divulgada.

"Mockingjay" por Suzanne Collins - A resenha

Mockingjay
"A Esperança" pela Editora Rocco
Suzanne Collins
Editora Scholastic
400 páginas
ISBN: 9780439023511

Um pouco sobre o livro
A aventura ainda continua. Katniss Everdeen, ganhadora do Jogos Vorazes, sobrevivente da Quarter Quell, encontra-se viva, contra todas as chances e possibilidades. O seu distrito natal foi dizimado e agora ela se encontra no lendário Distrito 13, qual ela foi ensinadas a acreditar que era uma terra infértil, sem pessoas.
Mesmo fora do Capitol, das garras do Presidente Snow, ela ainda está em grande risco, sendo o símbolo de uma eminente guerra de todos os Distritos contra o poder de Snow.

Resenha
A insegurança ainda é bastante presente em Katniss, a autora consegue passar todos os seus sentimentos para o leitor de uma maneira mais intensa do que nos livros anteriores. Mas tudo isso é necessário, a guerra, o distúrbio que está Panem.
Por vários instantes eu me sentia sufocado, o ritmo acelera, mas você não consegue deixar o livro de lado, ou segue em frente ou congela o livro no congelador como Joey do seriado Friends.
Agora que Katniss é uma rebelde livre, nós podemos finalmente enxergar toda Panem sem as restrições que sua antiga vida na Vila dos Vitoriosos e seus compromissos ao redor dos distritos impunha. Com toda a nação em guerra, Katniss se mostra assim como era no seu primeiro Jogos Vorazes, o cuidado que ela tinha com todos, a sua preocupação, a sua estratégia. Ela é um líder nato, mas sua insegurança e a certeza que todos a tem apenas como uma peça num Jogos maior ainda não a permite enxergar o seu grande potencial, o que eu venho apontando desde o começo. Não é uma falha dela, principalmente que agora ela é A Esperança de todos que acreditam que podem ser livres, sem ter que temer um poder maior.
O que mais me atraiu na trilogia é a guerra, a injustiça e a frieza das pessoas, que sobre tudo são inocentes por terem nascidos em um lugar onde todos os valores foram deturbados. Mas além disso, acho que principalmente o público feminino devem ter tido um segundo foco, que seria a relação de Katniss com Peeta e Gale. Ela está perturbada, ninguém que tenha tido que matar pessoas para sobreviver (ou ter visto sua terra pegar em chamas simplesmente para assustar os moradores de Panem) tem a cabeça limpa, são muitas preocupações, o que acaba dividindo ela entre Gale e Peeta, principalmente porque Peeta não conseguiu escapar da arena.
Mas pelamordedeus! Quando sair o filme, não comecem com Team Peeta ou Team Gale... isso está pesando na minha cabeça desde que terminei a leitura da trilogia.
Enfim, voltando ao livro.
"A Esperança" está bastante agitado, e o seu desenrolar é cheio de surpresas. Principalmente por causa da transição dos capítulos. Se estivéssemos falando sobre música eu chamaria isto de Sincopação. Collins adianta um tequinho de nada do que acontecerá no capítulo seguinte, mas no mesmo período de tempo a verdade nos é revelada. Há toda uma simetria que não causa nenhuma situação de tédio ao leitor.

Quando saiu a tradução do título, eu havia questionado, pois originalmente é o nome de uma espécie de pássaro, o Mockingjay. Mas logo depois nós entendemos que o título brasileiro se refere a personagem principal assim como no título original, o que achei bem engenhoso, uma ótima escapatória. Diferente da Editora Presença, em Portugal, que deu meia-volta e entitulou "A Revolta".

Recomendo TODA a trilogia, leia antes dos filmes. Sei que a maioria fica desmotivada depois de saber o desenrolar da história.

Nota: Vocês viram que a Rocco lançou um lindo box. Fiquei com uma inveja, a box vem junto com um Mockingjay, tal como o dado por Madge.

"Elixir" por Hilary Duff - A resenha

Elixir
Hilary Duff
Editora iD
280 páginas
ISBN: 9788516070717

Um pouco sobre o livro
Clea Raymond sempre teve tudo o que quis. Filha de um renomado médico e de uma senadora, a vida para ela nunca foi difícil. Cresceu na mira dos paparazis e sempre viajou pelo mundo. Herdou do pai, a paixão pela fotografia. Nas fotos de sua última viajem, uma sombra de homem passa a estar presente em todas elas, deixando Clea intrigada. Depois de muitas pesquisas ao lado de seus amigos, ela vai descobrir que a presença desse homem em suas fotos não é mera coincidência.

Resenha
O primeiro fato que me levou a ler o livro foi porque ele foi escrito por Hilary Duff. Sempre gostei muito do seu trabalho como atriz e cantora e quis dar uma conferida no seu trabalho de escritora.
A trama do livro é bastante envolvente. Suspense mesclado com romance, de uma maneira que torna a leitura rápida. Nas fotos da ultima viajem de Clea, a presença da sombra de um homem começa a aparecer. Tudo bem até o momento em que esta sombra aparece voando sobre uma das fotos. Com esse pensamento na cabeça, Clea passa a ter sonhos românticos com esse misterioso homem. Intrigada, Clea conta para seu melhor amigo, Ben, que, após ver essas fotos, conta para Clea a história do Elixir da Vida, uma substancia altamente disputada que tem o poder de dar vida eterna a um ser humano.
Ben também revela algumas verdades sobre esse misterioso homem, e que faz Clea descobrir que possui uma ligação com ele desde vidas passadas e que está presa a uma maldição onde seu destino é acabar morta.
Voltando a falar da obra, o livro tem uma leitura muito rápida. Dois dias foi suficiente pra mim. Também é marcado por muita ação e a historia se passa em várias cidades do mundo: Paris, Ny, Brasil, Toquio. Foi muito divertido por parte da autora mescla ligações com esses países, pois torna a história muito mais envolvente.

O livro será uma série, e Hilary está escrevendo o segundo, sobre o qual ainda não tenho informações. Ela está de parabéns. Para um primeiro livro, a trama foi bem desenvolvida sem deixar duvidas no fim das contas.

Book Blogger Hop #27

Este meme é original do Crazy for Books, mas as meninas Murphy’s Library instituíram uma versão brasileira, ele é postado no blog todo domingo.

E a pergunta desta semana é:
Que gênero de livros você evita ler e por quê?
Eu evito ler auto-ajuda, bastante. Todos tem um auto-ajuda que gostam de recomendar para alguém, mas eu simplesmente odeio este gênero.
Evito ler romance fantasias nerd-épico. Sério, porque eles são extremamente detalhistas, os livros tem milhares de páginas e eu fico extremamente agoniado. Eu abrir exceções para Dragões de Éter e O Nome do Vento, mas Guerra dos Tronos por George R. R. Martin é ridículo, eu não leria porque tenho certeza que eu arrancaria as folhas e me sufocaria! Preconceito? Sim. Mas não há quem me mude.

[IMM] Surpresa na livraria #22

Eu fui à livraria e acabei achando o livro "Assassin's Creed: Renascença" por Oliver Bowden que já comentei aqui no blog.


Li até a página 100 e… #17

Li até página 100 e… é um meme literário semanal do blog Eu Leio, Eu Conto, e ele irá é postado na quarta ou na quinta-feira. Este meme é como se fosse uma pré-resenhas, que ajuda para poder compartilharmos os pontos pontos de certos livros.
liatecem


Mockingjay
Suzanne Collins



Primeira frase da página 100:
"Fire is catching!" I am shouting now, [...]
"Está em chamas!" Estou gritando agora, [...]
Do que se trata o livro?
Finalmente o último livro da trilogia Hunger Games. Agora Katniss se encontra no distrito 13, sua casa, o distrito 12, foi destruído pelo Capitol para assustar os outros distritos, que estão se rebelando. Diante desta situação, todos os moradores de Panem tem suas esperanças depositadas em Katniss, o Mockingjay da nação, a grande Esperança.
O que está achando até agora?
Estou preso ao livro. Na verdade cheguei a página 100 há uns 3 dias, mas eu fiquei adiando a postagem no blog por causa do ritmo que o livro ganhou! Estou me roendo agora, pois falta pouco mais que 80 páginas para acabar com o livro.
O que está achando do(a) protagonista?
Katniss agora tem uma responsabilidade enorme. E você se encontra assim como ela se perguntando sobre tudo que envolve as autoridades de Panem, realmente é difícil em quem confiar. Ainda assim, nós sabemos que Katnip não é mais a mesma de antes de sua primeira participação nos Jogos. Agora ela está forte, mas ainda tem sua família e amigos como fonte de força.
Vai continuar lendo?
Terminando o mais cedo o possível!

Última frase da página 100:
"That's a wrap."

[WOYiP] Plan B #27

She Said
álbum: The Defamation of Strickland Banks
artista: Plan B
ano: 2010
[comprar no iTunes]

O mais interessante em Plan B, é a capacidade do cantor de conseguir cantar suave como uma mulher e depois mudar para um rap. Realmente é estranho falar assim de um cantor, mas é o que impressiona nesta música.

Dos jogos para os livros

5183457018_611e184440_bOntem eu dei um pulo na minha livraria favorita. E achei o livro “Assassin’s Creed: Renascença” por Oliver Bowden. Eu lembro de ter visto uma resenha deste livro, mas eu havia ignorado totalmente por ter achado que fosse uma avaliação do jogo.

Enquanto não estou lendo, eu fico distraído com jogos. Como todo bom garoto, eu tive meus consoles para me consolar *ba dum tss*. Assassin’s Creed era minha série de jogos favorita. Eu ficava horas e horas jogando. Lembro que comprava a revista PSWorld por causa dos detonados principalmente, até que a Digerati cancelou a edição para PS2 :(.

AC é um jogo produzido pela empresa francesa Ubisoft, a mesma empresa responsável pelo sucesso Prince of Persia, que também foi adaptado para os cinemas e tem um romance gráfico pela editora Galera Record.

O livro é uma adaptação direta do roteiro original do jogo. Originalmente é formado por quatro jogos principais, sim, a série foi cancelada, mas assim como qualquer grande saga, merece um final antes que fique cansativo.

Nos Estados Unidos já está disponível quatro livros: Renascença, Irmandade, O Crusada Secreta, As Revelações. No Brasil o primeiro já foi publicado e o segundo está por vir no dia 23 de Março.

capa Cherub4

Assassin’s Creed: Renascença

Oliver Bowden
Editora Galera Record
378 páginas
ISBN: 9788501091338

Sinopse

Traído pelas famílias que governam as cidades-estado italianas, um jovem embarca em uma jornada épica em busca de vingança. Para erradicar a corrupção e restaurar a honra de sua família, ele irá aprender a Arte dos Assassinos. Ao longo do caminho, Ezio terá de contar com a sabedoria de grandes mentores, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, sabendo que sua sobrevivência depende inteiramente de sua perícia e habilidade. Assim começa uma épica história de poder, vingança e conspiração.

Guarda-memórias

Meu cérebro é um literal brainstorm. Os pensamentos vem rápido e eu acabo deixando muitos, quiçá várias ideias e pensamentos passarem voando, e eu sempre procuro guardá-los. Quando tinha 14 fui aconselhado a escrever tudo no papel. Quantos de vocês escrevem um Caderno ou Diário?

moleskine1

Eu sei que parece meio estranho, mas estou fazendo este post como uma boa dica. Eu mantenho atualizado um Diário, dois Cadernos de Ideias, um Diário dos Sonhos. Vou tentar dar bons motivos para você começar um também.

Caderno de Ideias

Este foi a minha primeira tentativa de registrar meu cérebro. Começou em 2009, e não escrevia em um caderno, eu digitava no já falecido Google Notebooks. Queria ter uma senha sobre minha privacidade, então resolvi fazer na ‘nuvem’. Mas ainda antes da descontinuação deste serviço da Google, eu passei a utilizar o Evernote [LINK] no começo de 2010, é mais prático por ter um programa próprio e não depender de um navegador (completamente).

No meu aniversário de 15 anos, minha tia me deu a minha primeira versão física do caderno de ideias. Ganhei um Moleskine, o clássico caderninho preto de couro falso. Há algo de diferente num moleskine, não é o preço. Mas tudo que o envolve facilita você a escrever algo nele. O meu é o tamanho de bolso, o que ajuda já que carrego para cima e para baixo, nunca terminei todas as páginas, guardo só os melhores para ele. Meu companheiro de papel e costura vai completar 2 anos neste fevereiro no meu aniversário de 17 (no dia 10 de fevereiro).

Hoje eu dia eu ainda continuo com o Moleskine e o Evernote para esta função.

Diário

É estranho nomeá-lo como diário, mas este é de fato o nome que devo utilizar. Apesar de parecer coisa de garota adolescente de 12 anos de idade, o Diário ainda é altamente recomendado por psicólogos, já que é uma ótima forma de manter a cabeça leve.

Comecei o meu no ano passado, não comprei um caderno, nem comecei a escrever no computador. Eu baixei uma app chamada Momento para iOS, que é todo pronto para receber seus Logs de Vida (como eu chamava no começo). Resolvi escrever o diário numa app para meu iPod touch, pois fica tudo mais prático já que o iPod é fino, menor que um moleskine e já o carrego para todos os lugares.

Eu fiz um backup dos meus registros no Momento e atualmente estou utilizando o Day One, mais levezinho visualmente, sincroniza pelo iCloud e está disponível tanto na App Store quanto na Mac App Store. Ele é totalmente desconectado de redes sociais, diferente do Momento, o que me fez sentir mais seguro para escrever as coisas.

Diário dos Sonhos

Eu não sei se vocês devem se lembrar do protagonista de SharkBoy e LavaGirl, mas funciona mais ou menos assim. Quando acordo e me lembro do sonho, e olha que são poucos que me lembro, eu tento descrevê-lo totalmente. É um bom exercício que li uma vez sobre dicas para escrita criativa. Basta descrever o cenário, as pessoas envolvidas e os sentimentos de cada uma.

Essa psicose é a mais recente, comecei em Outubro de 2011. Não tenho lugar certo para este, às vezes escrever no moleskine, coloco as siglas DS na parte inferior para indicar, às vezes uso o Evernote, tenho outras boas dicas aqui.

Este é o Werdsmith, por Nathan Tesler, uma app hipster para iOS focada para escritores, nele você pode começar um projeto, escrever os capítulos e ir guardando-os na nuvem através do iCloud. Achei ele bem interessante, é bem legal para se usar em conjuntomzl.fcylcxxa.100x100-75 com a rede social de escritores Figment, que eu recomendo à todos!

A app é gratuita tanto na App Store brasileira quanto na portuguesa. Sem falar do ótimo apelo visual e o fato de ser universal, funciona tanto no iPhone/iPod touch quanto no iPad.

mzl.iebgzxfi.320x480-75IMG_4481

Espero que vocês se sintam motivados a escrever de vez em quando, nem que seja digitando num bom e velho teclado.

Força e determinação

Olá, sou eu aqui de novo.

Estes dias de férias eu fiquei um pouco apreensivo em voltar logo às aulas. Aliás faz mais de um mês que estou parado. Mas neste tempo eu refleti sobre o futuro do blog. Neste ano estou entrando para o 3º ano, o ano dos veteranos, o ano em que devo me dedicar para conseguir entrar numa boa universidade, e claro, como muitos… a federal.

Eu estarei estudando em tempo semi-integral (7:15~15:45) e ainda quero manter certos compromissos na minha agenda que me agradam, como a Academia e o Curso de Inglês (que neste semestre vou procurar me inscrever para o ECCE logo de início para não perder a vaga e ter que esperar mais um ano!). E esta limitação de horário venho me preocupando porque eu estava imaginando se eu realmente poderia gerenciar o blog junto com minhas obrigações, eu pesei se realmente valia a pena me preocupar com este blog, se meu grande sonho neste ano é poder estar estudando na UFPE e deixar meu pai orgulhoso e com mais 1000 reais ao mês na carteira.

Foi por isso que comecei a procura por um escritor, uma pessoa que me ajudasse a gerar conteúdo para o blog. Pois sendo só eu, depende de mim para que alguma coisa seja postada aqui. Se eu resolver não ler por um dia, será mais um dia que demorará para que as resenhas saiam (que são o principal conteúdo compartilhado aqui).

Sem falar dos resultados do blog. Os acessos diminuíram por causa da minha preguiça, os comentários se tornaram raros, as editoras me esqueceram debaixo da mesa. Enquanto isso eu via blogs surgiram e em um mês conseguirem milhares de acessos, popularidade, parceiros, amigos e conteúdo. Todos tão aclamados blogs literário. O que eu tenho de diferente? Sou um garoto de 16 anos escrevendo exclusivamente sobre livros. Eu não escrevo sobre esmalte, revistas, receitas; eu escrevo sobre livros, disso que sou feito. E é por isso que entendo sobre blogs literários.

Mas se eu realmente houvesse fechado o blog, será que isso tudo não me faria arrepender de algo no futuro?

Eu amo escrever para este blog, eu amo comprar um livro e pensar que posso compartilhar minha alegria com outras pessoas, mesmo que seja apenas 20 pessoas. Gosto de tudo isso.

Confesso que o emprego dos meus sonhos é ser um jornalista. Trabalhar no jornal da cidade. Não sair dos Aflitos. Escrever sobre notícias ou ter uma coluna. Responder e-mails dos leitores. Comprar o jornal e ler o que eu escrevi e procurar por erros de concordância. Mas tudo isso não passa de um sonho visando a cidade o país que moro.

Mas é exatamente isso! O Gonca é meu sonho feito. Eu escrevo sobre os meus livros favoritos, sobre meus autores favoritos, eu releio meus posts, e ainda checo menções em outros blogs sobre meus comentários. Numa escala menor, mas de todo jeito… o Gonca é o meu 10% de sonho. Eu não vou acabar com ele por aqui!

Talvez neste ano a coisa fique tensa, mas me esperem por 12 meses, as coisas voltarão ao normal. Mas neste momento o normal será um ritmo desacelerado, mas ainda assim eu quero ser feliz com o blog. Talvez as resenhas só saiam uma vez por mês, talvez nem apareçam. Mas mesmo assim, estarei contente com os poucos que vierem atrás do bom e velho Gonca livros.

Obrigado, por todos vocês. Obrigado por me deixar desabafar aqui. Vamos seguir com nossos posts e deixa de preguiça!

"Entre a Mente e o Coração" por Lycia Barros - O resultado

Olá, queridos leitores. Mais um sorteio que acaba! E obrigado à todos que se inscreveram no blog e por todos que fizeram as inúmeras divulgações no twitter. Foi muito legal.
Enfim, eu estou passando uns dias na casa da minha tia (aqui em Recife mesmo), ontem foi o aniversário do meu primo, foi realmente muito legal. Vamos aos resultados!


Foram 84 inscrições, e o ganhador foi o 48!

Obrigado Katia Ferreira. Eu irei enviar o seu livro o mais cedo o possível!




"Crescendo" por Becca Fitzpatrick - A resenha

Crescendo
Becca Fitzpatrick
Editora Intrínseca
288 páginas
ISBN: 9788580570090


Um pouco sobre o livro
A vida de Nora Grey ainda está longe de ser perfeita. Sofrer uma tentativa de assassinato não foi a melhor das experiências, mas, pelo menos, Nora ganhou um anjo da guarda: Patch, que de angelical não tem absolutamente nada. Ele é lindo, irresistível, misterioso... e está com ela. O problema é que ele tem sido cada vez mais evasivo, e, o pior: parece muito interessado na grande inimiga de Nora, Marcie Millar.
Não fosse isso, Nora jamais teria notado Scott Parnell, velho amigo da família que acaba de voltar para a cidade. Ainda que Scott a deixe furiosa na maior parte do tempo, é impossível não se sentir atraída. Lá no fundo, porém, ela tem certeza de que ele guarda um segredo.
Atormentada por repetidas visões do pai, inexplicavelmente assassinado anos antes, Nora começa se perguntar se haveria alguma conexão entre a morte dele e o fato de pertencerem a uma linhagem de nefilins. Ela quer descobrir o que realmente aconteceu, mas isso é muito arriscado. Algumas verdades ficam melhor mortas e enterradas — do contrário, podem destruir tudo em que você acredita.

Resenha
O segundo livro segue com o mesmo teor de suspense do primeiro. Eu diria que até mais. A história sobre o assassinato do pai de Nora percorre todo livro, e para aumentar mais a dose de suspense, as visões de Nora com seu pai servem para deixar no ar algumas duvidas sobre quem é o verdadeiro culpado pelo crime.
No quesito do relacionamento de Patch e Nora, foi muito boa a idéia da autora de que ficasse subentendido um caso ente Patch e Marcie. Como é algo público, isso levanta questionamentos sobre a relação Patch-Nora. Assim como no primeiro livro, Nora não banca uma de coitadinha e sempre corre atrás. E a chegada de Scott irá tumultuar toda a vida a de Nora, não só no quesito amoroso, mas também sobre a real procedência de sua família.
O que é um pouco diferente do segundo, mas não muito, são as cenas de descontração com Vee. Não sei muito bem o porquê, mas me pareceu que ela amadurece mais um pouco do primeiro livro pra esse, e as cenas engraçadas passarão a ter Nora como protagonista, mas sem deixar de lado a presença de Vee.
O final do livro de fato me surpreendeu. Todos os questionamentos que você faz a si mesmo durante toda a leitura chegam ao fim exatamente nos 3 últimos capítulos. Esses, são recheados de cena de ação, o que torna a leitura muito rápida. E a ultima cena do livro não fica atrás. Só nos faz ter vontade de ter em mãos o terceiro livro da série. Palmas para a autora. Garanto que o final agradou a todos que leram.

Compartilhar

Related Posts with Thumbnails